terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Um Homem Perigoso (Por Vasco Pulido Valente)

Um homem perigoso

Por Vasco Pulido Valente

20100207

«Alegadamente, o primeiro-ministro aprovou (ou, pelo menos, conhecia) um plano secreto e pouco saboroso para remover alguns críticos, que o irritavam, fazendo comprar a TVI e parte da imprensa por gente da sua confiança. As criaturas que ele queria exterminar eram, entre outras, o casal José Eduardo Moniz - Manuela Moura Guedes, como responsável pelo Jornal de Sexta, e José Manuel Fernandes, como director do PÚBLICO. Isto, a ser verdade, roça o absurdo. Nem o Jornal de Sexta, nem o PÚBLICO tinham o poder de pôr em risco o Governo ou sequer de afectar significativamente o prestígio e o estatuto de Sócrates. Se alguém tinha esse poder era o próprio José Sócrates, para não falar no grupo obscuro e anónimo, que, segundo se depreende dos documentos que o Sol revelou, o serviu zelosamente no terreno.
Não vale a pena insistir na ilegalidade e, sobretudo, na profunda imoralidade da operação, se por acaso existiu como a descreveram. Em qualquer sítio para lá de Badajoz, nenhum político sobreviveria um instante a essa grosseira tentativa de suprimir com dinheiro público o livre exame e a livre crítica, que a Constituição e os costumes claramente garantem. Mas não deixa de surpreender (e merecer comentário) que um primeiro-ministro de um partido que se gaba das suas tradições democráticas, declare por sua iniciativa, e sem razão suficiente, guerra aberta à generalidade dos media, que não o aprovam, defendem e bajulam. Não há precedentes na história deste regime de um ódio tão obsessivo à discordância, por pequena que seja, ou a qualquer oposição activa, de princípio ou de facto.

O autoritarismo natural de Sócrates não basta para explicar essa aberração na essência inteiramente inexplicável. Tanto mais que ela o prejudica e dá dele a imagem de um homem inseguro e fraco. Pior ainda: de um homem desequilibrado e perigoso. A única hipótese plausível é a de que o primeiro-ministro vive doentiamente no mundo imaginário da propaganda. Ou melhor, de que, para ele, a propaganda substituiu a vida: Sócrates já não partilha ou nunca partilhou connosco, cidadãos comuns, a mesma percepção de Portugal. Do "Simplex" que nada simplifica ao estranho melodrama sobre as finanças da Madeira que nada pesam, aumenta dia a dia a distância entre o que país vê e compreende e o que o primeiro-ministro afirma enfaticamente que é. Está perto o ponto em que só haverá uma solução: ou desaparece ele ou desaparecemos nós.»

Anedota da semana...

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim em tudo.

•Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas..

•Deus disse: "Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".

E o povo dizia:"Mas, Senhor..."

•Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre!

Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que estejam preparados. Têm 24 horas!

O primeiro a reunir o povo foi, OBAMA.

•Em Washington DC, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse:

•"Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.
•"A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo". Mas, claro, já sabemos disso.. •A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".

Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:

•"Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
•A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!! Estive enganado este tempo todo...
•A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir."

Finalmente, em Portugal, José Sócrates dá uma conferência de imprensa:

•"Portugueses, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias.
•A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
•A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo e apenas em 24horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, nada de burocracia, e o mais espectacular de tudo: O IVA vai acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!! O Governo cumpriu tudo o que prometeu!!!"

António Vitorino não tinha necessidade disto!

Interessante artigo da autoria José António Saraiva:

«Tive a sorte de nascer numa família em que as pessoas não têm medo de dizer o que pensam.

Já algumas pagaram por isso.

Mas nunca se vergaram.

Também por esta razão tive pena de ver António Vitorino, na segunda-feira, na RTP.

Quando soube que ele ia falar do caso Face Oculta – e da revelação, pelo SOL, da existência de um plano para controlar vários órgãos de comunicação social –, pensei que iria dizer: «Perante as suspeitas que se levantaram, acho que deve esclarecer-se tudo para não ficarem a pairar dúvidas sobre um assunto tão delicado».

Seria fácil dizê-lo, não comprometia ninguém – nem o comprometia a ele.

Mas António Vitorino disse outra coisa.

Começou por dizer que havia que distinguir a questão política da questão judicial.

E que a questão judicial estava encerrada depois da decisão tomada pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Supremo.

Só restava, pois, a questão política.

Sobre esta, explicou que as escutas eram parcelares e podiam estar descontextualizadas.

Adiantou que o facto de nelas se falar no primeiro-ministro não significava que este estivesse envolvido, pois qualquer pessoa pode invocar o seu nome.

Lembrou que a compra da TVI pela PT foi travada pelo próprio Governo, utilizando a golden share.

E que o caso estava a ser objecto de aproveitamentos políticos por parte da oposição.

Acrescentou, finalmente, que as escutas publicadas pelo SOL não foram arquivadas – pois o arquivamento só abrangeu as escutas em que estava envolvido o primeiro-ministro.

E considerou que a publicação dessas escutas foi uma violação do segredo de Justiça.

Interroguei-me: será que ouvi bem?

Tudo visto e somado, segundo Vitorino estaríamos em presença de mais uma cabala: a Justiça já disse que não houve nenhum crime, o nome de Sócrates terá sido abusivamente invocado (e até foi ele que travou o negócio de compra da TVI), a imprensa portou-se mal violando o segredo de Justiça, a oposição está a tentar retirar do caso dividendos políticos.

Foi penoso ouvir António Vitorino.

Porque era óbvio que não acreditava em quase nada do que dizia, limitando--se a debitar um discurso encomendado.

Era notório que faltava a Vitorino coragem para dizer o que pensava – ou então para pensar pela própria cabeça, o que vai dar ao mesmo.

Apesar do cinismo das suas declarações, sublinhadas por um sorriso mefistofélico a que recorre com frequência, vou responder-lhes ponto por ponto.

1. Vitorino diz que a questão judicial está arrumada, porque já houve decisões do procurador-geral e do presidente do Supremo sobre este assunto.

Ora, não entra pelos olhos dentro que é isso mesmo que está em causa?

Que, perante o que veio a público, o PGR e o presidente do STJ são suspeitos de terem actuado com o objectivo de proteger o poder político, servindo-lhe de pára-choques?

2. Vitorino admitiu que as escutas estejam descontextualizadas, e que pode ter havido invocação abusiva do nome de Sócrates.

Ora, sobre a ‘descontextualização’, alguém tem ainda dúvidas de que existia um plano para controlar certos meios de comunicação social?

Sobre o primeiro-ministro, alguém acredita que os seus homens de mão (um dos quais usava no computador pessoal a palavra-passe Sócrates2009) invocavam o seu nome para o comprometer?

3. Vitorino disse, sem se rir, que foi o Governo que travou a compra da TVI pela PT.

Será que não se lembra que o negócio só foi travado quando se levantou no Parlamento uma onda de protesto e o Presidente da República denunciou a situação em público (como notou Judite de Sousa), havendo mesmo o risco sério de chegar uma queixa às instâncias internacionais?

4. Vitorino disse que estas escutas não foram arquivadas, mantendo-se em investigação, só tendo sido arquivada a parte relativa ao primeiro-ministro.

Ora – deliberada ou involuntariamente – Vitorino também se enganou neste ponto.

As escutas publicadas pelo SOL, apesar das evidências nelas contidas, foram mesmo arquivadas.

E, sendo assim, transitaram para todos os efeitos em julgado, não estando sujeitas a segredo de Justiça.

Há dois meses vi Armando Vara ser entrevistado na RTP pela mesma jornalista.

E vi-o mentir sem qualquer pudor sobre questões que eu conhecia bem.

Admiti que Vitorino, pronunciando-_-se sobre o processo Face Oculta, quisesse distinguir-se de Vara – até para não ser metido no mesmo saco.

Infelizmente, isso não aconteceu.

Não se demarcando do caso, torcendo-se para negar as evidências, refugiando-se em questões formais, fechando os olhos aos indícios comprometedores, António Vitorino aceitou ficar neste processo ao mesmo nível de Vara e dos seus amigos.

Estando a despedir-se da RTP, é pena que não tenha feito nenhum esforço para defender a imagem que dele ficará na memória dos telespectadores – não mostrando o mínimo de isenção exigível a alguém que até já foi comissário europeu.

António Vitorino não tinha necessidade disto.

José António Saraiva»

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Anedota da semana....

Assunto: Joãozinho e Sócrates

Sócrates foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva. Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder às perguntas.
Uma das crianças levantou a mão e Sócrates perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- PAULINHO.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:
1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?

Sócrates fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca, ele aproveita e diz que responderá depois do recreio.

Após o recreio, Sócrates diz:
- Porreiro Pá, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas.
Quem tem perguntas?

Um outro garotinho levanta a mão e Sócrates aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é o seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas:

1ª)Onde estão os 150.000 empregos prometidos na sua campanha eleitoral?
2ª)Quem meteu ao bolso o dinheiro do Freeport?
3ª)O senhor sabia dos escândalos do Face Oculta?
4ª)Por que é que a campaínha do recreio tocou meia hora mais cedo?
5ª)Onde está o PAULINHO??

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Emprestar dinheiro ao Rico angolano...


Artigo do Diário de Noticias, 26 de Janeiro de 2010

Portugal vai emprestar até 140 milhões a Angola

FMI Dívida externa de Portugal passa dos 100% do PIB, mas Governo comprometeu-se a alinhar com o Brasil para ajudar Luanda

Portugal comprometeu-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a emprestar a Angola até 200 milhões de dólares (cerca de 140 milhões de euros) já em 2010, ao abrigo do mega empréstimo no valor de 2,35 mil milhões de euros organizado pelo Fundo à ex-colónia portuguesa e a entrar nos cofres de Luanda já em Março próximo.

Contactado pelo DN, o Ministério das Finanças, tutelado por Teixeira dos Santos, recusa - desde a semana passada - confirmar o empréstimo de Portugal ao país africano, bem como a certificar os montantes associados ao crédito, mas Luanda e Brasília confirmam a participação de Lisboa no mega empréstimo. O crédito obrigará Portugal a endividar-se ainda mais no exterior, num contexto de aumento das taxas de juro, para, por sua vez, emprestar ao Governo de Eduardo dos Santos.

A dívida externa portuguesa ultrapassa os 100% do produto interno bruto (PIB), de acordo com os dados mais recentes do Banco de Portugal, e deverá aumentar nos próximos dois anos, com as casas de rating a ameaçar Portugal com o aumento das taxas de juro que remuneram a dívida. Em 2009, o desequilíbrio das contas do País com o estrangeiro (défice externo) deverá situar-se em 8,2% do produto e deverá agravar-se este ano para os 9,8% do PIB, o que por si só é o suficiente para aumentar a dívida acumulada dos portugueses ao estrangeiro. Ou seja, Portugal, neste momento, vive à custa das poupança dos estrangeiros, já que tem de contratar empréstimos para pagar o défice externo.

Mas, apesar disso, de acordo com a ficha técnica do empréstimo a Angola, Portugal, em conjunto com o Brasil, comprometeu-se a participar com 400 milhões de dólares (282 milhões de euros) de um total de 2,35 mil milhões de dólares (1,65 mil milhões de euros) até 2011 concedidos ao abrigo do FMI. Lisboa não "abre o jogo", mas os angolanos afirmam ter "indicações" de que o empréstimo será "dividido" entre Portugal e Brasil.

O crédito a Angola destina-se a fazer face ao elevado défice externo do país, neste momento com uma grave crise na balança de pagamentos, provocada por uma forte queda nas exportações de ramas petrolíferas e dos respectivos preços em finais de 2008 e 2009. Uma crise na balança de pagamento que já estava, desde o ano passado, a causar problemas financeiros a algumas empresas que realizam negócios com angolanos. De acordo com a revista Exame de Angola, em Junho de 2009, as reservas cambiais de Angola davam somente para pagar 2,75 meses de importações, quando o FMI aponta como óptimo um nível de reservas que sustentem entre "três e seis meses de importações".

Do total do empréstimo, o FMI atribuirá a Angola 1,4 mil milhões de dólares por um prazo de 27 meses; o Banco Mundial terá a seu cargo outros 400 milhões e os países doadores deverão apoiar com 600 milhões de dólares.

Veja o link do artigo:

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1478700

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Anedota ??? Não - mais uma REALIDADE ESCANDALOSA!!!

MAIS UM ESCÂNDALO!!!

Sabia que

INÊS DE MEDEIROS, SIM AQUELA QUE É FILHA DO VITORINO DE ALMEIDA
É AGORA DEPUTADA PELO CIRCULO DE LISBOA DO Partido Socialista.

CONTUDO, ELA TEM A RESIDÊNCIA EM PARIS
ASSIM SENDO, RECBE DIÁRIAMENTE DA ASS. DA REPÚBLICA 528€ DE AJUDAS DE CUSTO DIÁRIOS, PARA ALÉM DE VIAGEM PAGA A PARIS IDA E VOLTA AOS FINS DE SEMANA.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Anedota da semana...

Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal , vivíamos em 'ditadura', sendo o 1º ministro António de Oliveira Salazar.

- O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos ministros, obtendo a seguinte resposta:

- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos, eu tenho 12 ministros.

- Em 2010, quando o Papa Bento XVI visitar Portugal e perguntar ao 1ºministro para quê 40 ministros e secretários de estado, Sócrates, certamente, responderá:

- Bem, Santidade... Ali Baba tinha 40 ladrões!

Manuel Alegre o Desertor

ISTO DEVE SER LIDO

E ENTENDAM BEM O QUE SERÁ ACEITAR UM DESERTOR COMO COMANDANTE SUPREMO DAS FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS.
TUDO PODE SER POSSÍVEL NESTE PAÍS..................... VEREMOS NO FUTURO.


Manuel Alegre - um DESERTOR


Senhora D. Maria Celeste Amado
Muito obrigado pelo seu concordante comentário sobre a potencial candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. Teria preferido, a bem da nossa Nação, que o seu comentário fosse no sentido de me provar que estou errado, o que, lamentavelmente eu não vou ouvir de ninguém. Sabe, o que mais me incomoda é que, com 2 filhos e 6 netos, olho para o meu "prazo de validade" a chegar ao fim e sei que vou morrer com a angústia de lhes deixar um País, uma Nação, governados por aquilo que já o nosso saudoso Rei D. Pedro V - infelizmente morto na flor da idade - descrevia, na sua correspondência para o seu tio Alberto, marido da Rainha Vitória de Inglaterra, como uma "canalhocracia". E inquieta-me profundamente que, desse último quartel do século XIX até aos nossos dias, não só nada tenha mudado para melhor, como a imunda República que nos governa, cujo primeiro centenário que este ano os socialistas irão celebrar e que custará aos contribuintes DEZ MILHÕES DE EUROS, tenha, pela sua prática política, legitimado que possamos dizer, hoje, que não é mais uma canalhocracia que nos governa, mas sim (e salvo raras e honrosas excepções) uma "quadrilhocracia". Na minha qualidade de cidadão em uniforme que dedicou à nossa Pátria os melhores anos de toda a sua vida, a troco de um prato de lentilhas, já vi quase de tudo e, como anteriormente afirmei, só me falta ver Manuel Alegre - um DESERTOR - eleito PRESIDENTE DA REPÚBLICA e, nessa qualidade e por inerência do cargo, como Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas. Espero que os portugueses acordem antes que tal possa acontecer. Cordialmente,

Fernando Paula Vicente
Maj-General da FAP (Ref.)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Frase da semana

Quando o vizinho perde o emprego é recessão...
Quando perco o meu é uma crise...
Quando o Sócrates perder o dele é recuperação...

cartoon da semana

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Outra vez não

Outra vez, não!

(Mário Crespo)

A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que
afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o
denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia
democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa
constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos
Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No
estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica
abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o
mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que
ninguém queria ver. Hoje, quando se compram estações para silenciar
noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do
Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o
princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi
desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente
necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa
sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a
sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de
qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este
regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a
ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais
subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil. Sejam eles
deixar que as delongas processuais nas investigações dos
comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos
sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira
sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de
televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas
as condições para a prática de censura no comentário político, como é
o caso Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez, foi muito mais grave do que
o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor
Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os
conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico
voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses
comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva
totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever
denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar
com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com
as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell
descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva
totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros stios. Como
disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies
and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen
again", o que quer apenas dizer: outra vez não!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cartoon da Semana




A Frase da Semana


É maluco é maluco, mas lá vai dizendo umas verdades

Frase da Autoria de ALBERTO JOÃO JARDIM:

"- O QUE PENSO SOBRE O ABORTO?!
CONSIDERO-O UM PÉSSIMO 1º MINISTRO E ESTÁ A GOVERNAR MUITO MAL O PAÍS."

Se a Grécia entrar em bancarrota, Portugal não dura mais que umas semanas...

Recomendamos vivamente a leitura deste artigo retirado do jornal I:

«De acordo com as notícias desta semana, o governo está empenhado na actualização do regime jurídico do casamento. O PSD está empenhado em ouvir escutas telefónicas para aferir o carácter moral do primeiro-ministro. O PCP e o BE estão empenhados em que os mesmos magistrados que não conseguem guardar o segredo de justiça possam ter acesso às contas bancárias de qualquer pessoa, e a persigam se acharem que ela tem mais dinheiro do que devia. O CDS-PP está empenhado em tornar-se imprescindível nos jogos políticos da Assembleia da República. E os deputados estão empenhados em insultarem-se uns aos outros.

Se me permitem, e se não os distraio demasiado destes afazeres, gostava de recordar aos nossos governantes uns pequenos detalhes. 548 mil portugueses estão desempregados. Cerca de 1,850 milhões de portugueses recebem pensão de velhice, 300 mil recebem pensão de invalidez, e 380 mil recebem o rendimento social de inserção. Para apoiar estes 3,078 milhões de portugueses, trabalham somente 5,020 milhões de portugueses. Por sua vez, a remuneração mensal média de um trabalhador, depois de impostos, está algures entre os 720 e os 820 euros. Na população activa, por cada pessoa com um curso superior, existem duas pessoas que têm menos do que a quarta classe.

Talvez estes detalhes da vida das pessoas não sejam demasiado importantes para quem tem o olho na Europa. Mas, em Outubro, Portugal só exportou 2856 milhões de euros em bens; importou 4502 milhões. A riqueza que produzimos num ano não chega para pagar o que devemos aos estrangeiros. De bons alunos vaidosos nas cimeiras internacionais, seria bom que os nossos líderes se preparassem para o novo papel de convidado que foge para a casa de banho quando se aproxima um credor.

Quatro países na UE estão com problemas financeiros semelhantes aos de Portugal, de acordo com as taxas de juro que têm de pagar aos credores. O Reino Unido e a Irlanda responderam com medidas dolorosas, que na Irlanda incluem cortes no salário dos funcionários públicos até 20%. A Grécia e a Itália, tal como Portugal, preferem assobiar para o lado. Os especuladores já começaram a atacar a dívida grega e fala-se do risco iminente de bancarrota do país. Se a Grécia cair, Portugal não dura mais que umas semanas.

Eu sei que, infelizmente, muitos comentadores estão há décadas a anunciar o fim da nossa economia, pelo que os governantes estão habituados a ignorar estes avisos. Mas depois de olhar para estes factos, como é que quem jurou servir Portugal pode passar o tempo a distinguir uniões de facto e casamentos, ou obcecado em saber se José Sócrates trata o amigo por “Mando” ou “Varinha”?

Ricardo Reis - Professor de Economia, Universidade de Columbia
JORNAL I 12.12.2009 »

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ao ponto que nós chegamos!!!

Este blog pretende sensibilizar o cidadão comum para o estado lastimoso a que chegou a nossa sociedade. Vivemos numa autentica republica das bananas, capaz de fazer inveja a certos países do terceiro mundo, onde predominam a corrupção e o trafego de influencias.

Apesar do nosso passado glorioso, actualmente somos um país onde pura e simplesmente a justiça não existe, o sistema de saúde não funciona e a educação está no estado que todos nós vemos.

Pretendemos divulgar aqui algumas situacões que consideramos serem verdadeiros casos de escândalo nacional e que nos envergonham perante o resto da Europa e do mundo.

Até breve...