domingo, 2 de setembro de 2012
Será verdade o que aqui se coloca à ponderação???
Porque é que o PS é a única instituição que ainda não "massacrou" a questão da "Licenciatura" do "Dr" Miguel Relvas???
Tem Resposta:
é que o Dr António José Seguro foi um dos professores (da Universidade Lusófona) que ASSINOU a FALSA Licenciatura do Dr Miguel Relvas !!!
Cale-se e deixe o país em paz !!!!!!
O tal que se auto proclama pai da democracia (que é isso? Teve o mérito que lhe é reconhecido em determinado momento da história, mas não foi o único), que tanto fez ao servir os seus próprios interesses e os de alguma escumalha que viviam no estrangeiro em autênticos resorts de luxo.
Há uma boa dezena de anos, o senhor em causa ficava na suite presidencial do Hotel Bristol, e a embaixada pagava a módica quantia de 600 contos diários.
Há uma boa dezena de anos, o senhor em causa ficava na suite presidencial do Hotel Bristol, e a embaixada pagava a módica quantia de 600 contos diários.
Comecemos por recordar que, em seis anos de governos socialistas, o défice público português duplicou, passando de 83 mil milhões de euros, em 2005, para cerca de 170 mil milhões de euros, em 2011.
Recorde-se, também, que, há pouco mais de um ano, o ex-ministro Teixeira dos Santos reconheceu a falência da governação socialista, confessando que o Estado só tinha dinheiro para pagar salários e pensões por mais um mês.
Perante essa realidade, o então Governo, do Partido Socialista, negociou e firmou o célebre Memorando de Entendimento com a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, acordo que o actual Governo está a cumprir.
É, pois, de um descaramento inaudito ver essa patética figura em que se converteu Mário Soares defender que “A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim”.
O que aconteceria então, cumpre perguntar?
As entidades que nos estão a emprestar dinheiro logo fechariam a torneira e então seria o bonito: acabava-se o financiamento do País, deixava o Estado de pagar salários aos seus funcionários e pensões aos reformados, o sistema financeiro entrava em colapso, acabando o financiamento às famílias e às empresas, as falências e os despedimentos disparavam ainda mais, enfim, era o caos social.
Esta declaração de Soares, esperando que não seja um triste sinal de demência, apenas pode pois ser explicada pelo reconhecido egoísmo dessa figura, que, vendo aproximar-se o seu fim natural, não desiste de tentar incendiar o País e de transformar Portugal numa nova Grécia.
De resto, ao tomar conhecimento desta vergonhosa interpretação sobre a boa-fé nos tratados, confesso que não consegui esquecer os criminosos acordos de Alvor e Lusaka, que Soares assinou em 1975, enquanto ministro dos negócios estrangeiros, e que lançaram Angola e Moçambique nas mais terríveis guerras civis, as quais custaram, é bom lembrar, a vida a cerca de um milhão de inocentes. Nada que lhe pese na consciência, suponho.
Mas, por falar em Grécia, sítio cada vez mais à beira da saída do Euro e da própria União Europeia, é curioso verificar que esta declaração de Soares, aliás, sintomaticamente apenas aplaudida pelo trotskista Louçã (nem Seguro o segurou...), parece beber da irresponsabilidade do líder do BE lá do sítio, o qual defende que os partidos renunciem ao acordo com a ‘troika' e que os bancos gregos sejam nacionalizados.
Não parecendo Soares capaz de pensar no bem do País, ao menos não esqueça que, se Portugal porventura cometesse a loucura de rasgar o acordo, cedo faltaria dinheiro para alimentar a sua fundação de faz-de-conta (ainda em 2011 o camarada António Costa lhe passou um cheque de 64 mil euros…), bem como as suas obscenas regalias, as quais, por junto, já custaram aos Portugueses mais de cinco milhões de euros.
De resto, quando a criatura tem o atrevimento de afirmar que “a austeridade deveria começar no governo e não nas pessoas”, bem podia corar de vergonha por receber todos os anos uma verba destinada ao pagamento do seu gabinete de ex-presidente, quando esse mesmo gabinete está instalado em prédios situados na zona mais nobre da capital e que lhe foram dados pelo filho quando era o autarca local.
Deixo-lhe pois este conselho: vá pregar prós gregos e deixe Portugal em paz!
publicado por Rui Crull Tabosa
Mais um falso mestrado... E olhem quem!
Mais uma pontinha de iceberg... qualquer dia descobrem que nenhum político é licenciado..... e depois.... chamam a este "rectângulo à beira-mar" um País !!!!
A Inocência. Duras palavras de MIGUEL SOUSA TAVARES
Artigo de MIGUEL SOUSA TAVARES publicado no jornal EXPRESSO:
«O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado?
Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.
Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.
Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta.
Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente.
Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.
Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos.
O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!
Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.
Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever.»
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